Após a repercussão do desvio do voo LA4770, da LATAM Airlines, que não conseguiu pousar em Jaguaruna no dia 2 de maio, a direção do Aeroporto Regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi se manifestou sobre o caso e respondeu às críticas envolvendo limitações operacionais do terminal. O fato foi publicado em primeira mão pelo Portal Campo Bom na Jagua.


Em entrevista à Jovem Pan, o diretor executivo Eglon Buraseska enfatizou que a decisão de desviar a aeronave ocorreu exclusivamente por critérios de segurança. Segundo ele, o avião permaneceu cerca de 30 minutos em órbita tentando uma aproximação segura, mas os ventos estavam acima dos limites operacionais.

“A segurança precisa estar sempre em primeiro lugar. Ela depende de três fatores: o piloto, o equipamento e as condições climáticas. Quando esses elementos não estão alinhados, a operação não pode ocorrer”, afirmou.

Eglon destacou que situações como essa não são exclusivas de Jaguaruna. “Não existe aeroporto no mundo que não enfrente cancelamentos ou desvios por condições climáticas, independentemente da sua estrutura”, disse.

O diretor também defendeu a capacidade operacional do terminal, afirmando que o aeroporto está apto a receber aeronaves de grande porte, como modelos Boeing 737 e Airbus A320, que já operam no local. Ele ressaltou ainda que o aeroporto conta com sistemas e procedimentos que garantem a segurança das operações.

Em relação à infraestrutura, o diretor afirmou que melhorias estão em andamento e fazem parte de um plano contínuo de investimentos. Entre as ações citadas estão estudos regulares sobre as condições da pista, monitoramento de obstáculos no entorno e intervenções na estrutura física do terminal.

“Nós assumimos a gestão em dezembro de 2025 e já iniciamos melhorias internas. Nos próximos meses, teremos obras no estacionamento, ampliação do terminal de passageiros e outras intervenções que vão qualificar a experiência do usuário”, explicou.

Segundo ele, os investimentos previstos somam milhões de reais e contam com apoio do Governo do Estado, com foco no fortalecimento do aeroporto como vetor de desenvolvimento regional.