Na sequência do debate entre os candidatos ao governo de Santa Catarina, o primeiro tema sorteado foi a violência contra as mulheres.

Raup afirmou que as políticas adotadas até agora não têm apresentado o resultado esperado e questionou Jorginho Mello sobre os projetos desenvolvidos pelo governo estadual para enfrentar o problema.

Jorginho respondeu afirmando que aprendeu desde cedo a respeitar as mulheres e passou a apresentar ações implementadas durante sua gestão. Entre elas, citou a Sala Lilás, o botão do pânico e outras iniciativas voltadas à proteção das vítimas. O governador também destacou que tem uma mulher como vice-governadora.

Durante a resposta, Jorginho voltou a direcionar críticas ao governo federal. Segundo ele, os índices de violência aumentaram nos últimos anos e o governo estadual tem feito o que está ao seu alcance. O governador também afirmou que o problema não é exclusivo de Santa Catarina, mas ocorre em outras regiões do Brasil e no mundo.

Raup, ao fazer sua réplica, elogiou medidas adotadas pelo governo estadual, citando especialmente programas de concessão de crédito e empréstimos para mulheres por meio do Badesc.

Jorginho voltou a abordar a questão da impunidade e novamente criticou o governo federal. Segundo o governador, existe uma inversão na forma como o criminoso é tratado, enquanto Santa Catarina estaria adotando medidas para combater a criminalidade e proteger as vítimas.

Prevenção a desastres climáticos

O tema seguinte foi a prevenção e preparação para desastres climáticos. Jorginho Mello questionou Raup sobre a continuidade de programas e investimentos realizados durante sua gestão, caso o candidato fosse eleito.

A pergunta acabou provocando novamente um momento de convergência entre os dois candidatos. Raup reconheceu que considera ter poucas chances de vencer a eleição, mas afirmou que espera que suas ideias sejam ouvidas e voltou a elogiar algumas das políticas implementadas pelo atual governo.

Saneamento básico provoca críticas à Casan

Na sequência, Gelson Merisio perguntou a João Rodrigues sobre saneamento básico.

Merisio afirmou que o saneamento acaba sendo utilizado como promessa de campanha, mas que Santa Catarina não tem conseguido avançar no setor.

Rodrigues concordou com a avaliação e citou Florianópolis como exemplo, afirmando que a capital possui um dos piores índices de saneamento.

O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende privatizar a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Rodrigues argumentou que, apesar dos resultados financeiros da companhia, não haveria investimentos suficientes na área de saneamento.

Rodrigues afirmou ainda ser o único candidato no debate com coragem para defender abertamente a privatização da Casan.

Merisio, por sua vez, afirmou que Santa Catarina estaria há oito anos "de costas" para o governo federal e criticou a relação do atual governo estadual com Brasília.

Rodrigues também provocou os adversários ao afirmar que percebe um clima de rivalidade entre Merisio e Jorginho Mello, lembrando que os dois já estiveram politicamente alinhados no passado.

Atração de investimentos e infraestrutura

Na sequência, João Rodrigues questionou Gelson Merisio sobre atração de investimentos, tema sorteado para a rodada.

Rodrigues direcionou a resposta para a infraestrutura rodoviária e citou obras e problemas nas rodovias BR-280 e BR-470. Segundo ele, a demora na conclusão das obras prejudica a mobilidade e a competitividade do estado.

Merisio respondeu afirmando que a competitividade de Santa Catarina foi construída pelos próprios catarinenses. Para o candidato, é necessário alinhar os governos estadual e federal para que o estado consiga avançar.

Merisio também citou a necessidade de uma política fiscal adequada e defendeu um planejamento de longo prazo para projetar Santa Catarina até 2030.

Rodrigues voltou ao tema da reforma tributária e afirmou que o estado precisa melhorar sua mobilidade e infraestrutura para continuar atraindo investimentos. O candidato demonstrou preocupação com as perspectivas futuras para Santa Catarina diante dos desafios econômicos e estruturais.

Merisio encerrou a rodada defendendo que o governo estadual precisa ter "maturidade política" para conduzir as relações institucionais e enfrentar os desafios do estado.